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Salvador, Bahia, Brazil
Músico, escritor, metido-a-poeta, TVP, consultor, palestrante, empreendedor de tudo e "administrador-de-possíveis-outros-talentos".

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ufa, Ufa.. Ouro do Brasil !!!

Madrugada de Sábado e eu realmente emocionado na frente da TV. Nesta polêmica olimpíada de Pequim, sediada num país complexo, de aparência maquiada de receptivo e perfeito que jogam fetos na rua, matam o melhor amigo do homem para comer e por prazer... O César Cielo tirou o ‘cabaço’ do ouro em Pequim, sendo o maior velocista do mundo; nos 50m da natação. O Phelps, o americano, é realmente um fenômeno, ganhou sete medalhas de ouro, vai ganhar a sétima... Ninguém me tira da cabeça que aquela orelha de ‘topogigo’ dele influencia em algo, mas tudo bem, o cara é uma bala.
Contudo, o mais impressionante é o Brasil: o espírito brasileiro exclusivo no mundo. É de arrepiar. A comemoração mais emocionante ao se ganhar uma medalha. O Cielo espancando a água de alegria e chorando copiosamente ao escutar nosso hino brasileiro – ninguém chorou ao receber nem bronze. O frio da piscina e das culturas não permitiu isso. E mais, a invasão do cubo aquático pelos outros atletas abraçando o Cielo com a bandeira do Brasil – quebra total de protocolo da disciplina chinesa e meu choro de canto acontecendo também. Orgulho de nosso povo, de nossa postura, de nossa caliência, de nosso choro por cada conquista.

O Brasil não era para levar nenhuma medalha em nada. Nossa política de esporte caótica, atletas que não se alimentam direito, dormem mal, vivem no limite da grana do fim do mês e da passagem de ônibus que falta para ir treinar, que tomam um nescauzinho quando dá ao invés dos complexos aminoácidos dos recordistas habituais esportivos, que comem comida de astronauta para balancear treino e bom sono. Viva, viva o Brasil!!! Povo lindo, que eu tenho orgulho.

O Brasil briga para ser sede em 2016. Que então os políticos e a política possa mudar e fazer aqui os nossos atletas. Pois o próprio Cielo teve que ficar longe da família, treinando nos ‘Staites’ por três anos para ter alimento, treino e sono melhor. Porra de realidade, caralho de situação. Ainda bem que pelo menos teve aqui o canal alternativo da Sport Tv e não tive que ver o Galvão só falando da vovó do Cielo com uma câmera na casa da velhinha confusa e um rasgando seda para o outro, que malinha o Galvão... Mas eu gosto dele, fez parte de minha infância com o Senna e o Tetra.

Não sei se você reparou e teve tempo de assistir, mas sempre nos intervalos das provas de natação tocava no estádio lá em Pequim a canção “Ilariê”, imortalizada pela Xuxa, na voz de uma chinesinha desconhecida... Poxa, depois de ficar escutando Xuxa até agora, na prova mais veloz... O Brasileiro correu no mínimo, disso.

Viva a emoção, viva o Cielo, a vovó e o Galvão, a Xuxa e a Lei Seca... Parabéns Brasil!!!

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