Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
Músico, escritor, metido-a-poeta, TVP, consultor, palestrante, empreendedor de tudo e "administrador-de-possíveis-outros-talentos".

domingo, 31 de agosto de 2008

Carta de Despedida

Era uma vez, no fechamento do terceiro ciclo,
Na revolução humana que todos passam
(embora a dele estivesse cíclica)
Algumas opções e uma carta de punho sob a cama emprestada.
Não era o coitado, embora digno de pena muitos achassem.
Não era um santo, e disso todos sabiam.
Era igual a você, a aquele e dali e de acolá.
Quando o tudo é um ‘nada’, esta pode ser a sua melhor saída.
O nada é uma folha em branco esperando sua escrita.
E não um caminho sem volta e o fim dos tempos.

Conviver com tantas expectativas, com a espera de tantas respostas.
E ainda tentar entender por que as coisas de repente pararam de ‘dar certo’...
Não era tarefa fácil.
Ação e reação... O consolo angustiante.
Foi traído por si mesmo, e quem um dia não se trai?
Quem um dia não se desespera?
Quem também um dia não conta para todo o mundo, dando risada e com poder da prática
Que já passou por isso e seu caso também vai passar?

Viver assim é duro, esperar pior ainda – louca ansiedade.
Na oração não pedia mais nada específico, pedia apenas para ver onde estavam as respostas.
Entendendo Deus justo, ele tinha escutado e enviado a resposta aos pedidos.
O ‘lance’ era entender onde estava o ‘peixe’, pois a vara estava já havia algum tempo no rio.
Um amigo que deu a passagem em cima da hora.
Um pai distante que pede paciência.
Uma mulher enorme de perto que acredita nele mais do que muitas vezes ele mesmo.
Um caminho se deslumbra, um sussurro de alento toca os cansados e ‘expectativos’ ouvidos.

O amarelo no ‘amarelo’.
Um amor maior
Um choro o acordando de supetão.
Uma dúvida pequena
Uma certeza maior

Na falta de poesia, desabafo.

;)

domingo, 24 de agosto de 2008

A Olimpíada dos Amarelões

Olimpíadas de Pequim...
Amarelo de três ouros e ‘amarelo’ de atletas brasileiros, pois amarelar e ter falta de preparo psicológico foi o que ficou mais claro, evidente e explícito. Quanta medalha perdida por falta de ‘força mental’, como diz o mala do Galvão. Muitas, entendo, se justificam pela escassez de política para estes atletas, de falta de condição, de técnicos, de saúde mental e até físicas e orgânicas para poder treinar – de falta de patrocínio das mega-empresas que este país enorme possui e não fazem nada.

O Brasil quer ser sede em 2016. Sabe quanto custará a olimpíada para nós?
R$ 14 bilhões !!!!
Penso: não seria muito melhor e mais proveitoso, pegar um terço que seja deste valor e investir em estrutura interna para nossos atletas nos representarem bem lá fora? Investir na educação esportiva, na preparação, em ambientes e estruturas dignas de treino, em manutenção física e psicológica das promessas e ainda dar uma verdadeira contrapartida social à juventude, à sociedade e urbanismo. Mais vale ficarmos no pódio bem colocados no quadro de medalhas geral do que pagar mico sendo sede e amarelando. É meu ponto de vista...

Os atletas mostraram desequilíbrio, gente!!! Na ginástica as meninas já entram em quadra com cara de choro, a Jade mais parece a Donatela da novela das oito... Ficam tremendo, todas com cara de filme de terror enquanto as americanas, chinesas... Estão centradas, fixas, disciplinadas. O lance do Diego Hipólito foi um acidente, pois ele era centrado, preparado... Caiu sentado, coitado e a vara da outra atleta outra sumiu. Não que um evento esteja ligado ao outro (que maldade).
No futebol feminino, pô, as meninas jogam bem, mas chegam na hora e parecem o time Vitória aqui da Bahia que só consegue ser vice. Elas são outras que chegam na final e começam a chorar e perguntar a Deus, ainda em jogo ‘o que fizeram para merecer aquilo’ – as americanas firmes. Jogo de futebol não ganha o melhor e sim que faz o gol – acho que ainda não perceberam isso. Somos um povo carente, eu sei e ficou claro. Para terminar: e na disputa do ouro no vôlei de praia masculino, o Brasil com toda a chance nas mãos e por desequilíbrio mental, burrice ou raiva o cara fica sacando seis vezes no mesmo bloqueio e perdendo todas – seis jogadas idênticas e ele só precisava dar um toquinho por cima... Quando resolveu fazer isso já era tarde.

E acordei à uma da manhã hoje e ver mais uma vez ou USA ganharem mais uma medalha de ouro para nós no vôlei masculino de quadra. Pois é assim: quem fica com a prata teve que disputar e perder, e quem fica com o bronze teve que disputar e ganhar.

As mulheres estão de parabéns, seis medalhas. Se as olimpíadas fossem só de mulheres estaríamos em 15º. Das míseras três de ouro que conseguimos, duas foram delas. A única que ganhamos dos americanos, caraca!!!

O Cielo da natação ganhou, massa... mas o Phelps não participou da prova dos 50m... hehehe: Já pensou se ele resolvesse participar, o que aconteceria? Precisa falar?

Ficamos no quadro de medalhas atrás de países ‘grandes e desenvolvidos’ como o nosso, como o caso da Etiópia, Belarus, Quênia, Jamaica, Ucrânia... Mas para consolo ficamos na frente dos hermanos argentinos. Acho que o Dunga, aliás, foi o técnico geral de toda a delegação olímpica, e como o seu personagem na Branca de Neve que cantava: “.. eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou, lalalala... eu vou, eu vou...” – Levaram isso ao pé da letra.

Ficam aqui meus comentários olímpicos. A única coisa maravilhosa de se ver, é nosso hino nacional – o mais vibrante de qualquer outro. O mais motivador de alma, o mais bem arranjado musicalmente... temos um hino de ouro!!!

Valeu Pequim do Paraguai e suas mentirinhas...

:/

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ufa, Ufa.. Ouro do Brasil !!!

Madrugada de Sábado e eu realmente emocionado na frente da TV. Nesta polêmica olimpíada de Pequim, sediada num país complexo, de aparência maquiada de receptivo e perfeito que jogam fetos na rua, matam o melhor amigo do homem para comer e por prazer... O César Cielo tirou o ‘cabaço’ do ouro em Pequim, sendo o maior velocista do mundo; nos 50m da natação. O Phelps, o americano, é realmente um fenômeno, ganhou sete medalhas de ouro, vai ganhar a sétima... Ninguém me tira da cabeça que aquela orelha de ‘topogigo’ dele influencia em algo, mas tudo bem, o cara é uma bala.
Contudo, o mais impressionante é o Brasil: o espírito brasileiro exclusivo no mundo. É de arrepiar. A comemoração mais emocionante ao se ganhar uma medalha. O Cielo espancando a água de alegria e chorando copiosamente ao escutar nosso hino brasileiro – ninguém chorou ao receber nem bronze. O frio da piscina e das culturas não permitiu isso. E mais, a invasão do cubo aquático pelos outros atletas abraçando o Cielo com a bandeira do Brasil – quebra total de protocolo da disciplina chinesa e meu choro de canto acontecendo também. Orgulho de nosso povo, de nossa postura, de nossa caliência, de nosso choro por cada conquista.

O Brasil não era para levar nenhuma medalha em nada. Nossa política de esporte caótica, atletas que não se alimentam direito, dormem mal, vivem no limite da grana do fim do mês e da passagem de ônibus que falta para ir treinar, que tomam um nescauzinho quando dá ao invés dos complexos aminoácidos dos recordistas habituais esportivos, que comem comida de astronauta para balancear treino e bom sono. Viva, viva o Brasil!!! Povo lindo, que eu tenho orgulho.

O Brasil briga para ser sede em 2016. Que então os políticos e a política possa mudar e fazer aqui os nossos atletas. Pois o próprio Cielo teve que ficar longe da família, treinando nos ‘Staites’ por três anos para ter alimento, treino e sono melhor. Porra de realidade, caralho de situação. Ainda bem que pelo menos teve aqui o canal alternativo da Sport Tv e não tive que ver o Galvão só falando da vovó do Cielo com uma câmera na casa da velhinha confusa e um rasgando seda para o outro, que malinha o Galvão... Mas eu gosto dele, fez parte de minha infância com o Senna e o Tetra.

Não sei se você reparou e teve tempo de assistir, mas sempre nos intervalos das provas de natação tocava no estádio lá em Pequim a canção “Ilariê”, imortalizada pela Xuxa, na voz de uma chinesinha desconhecida... Poxa, depois de ficar escutando Xuxa até agora, na prova mais veloz... O Brasileiro correu no mínimo, disso.

Viva a emoção, viva o Cielo, a vovó e o Galvão, a Xuxa e a Lei Seca... Parabéns Brasil!!!

>)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Briga Entre Aluno da UFBA e FTC (Federal X Privada)

Seguinte, acabamos de ver o desempenho das faculdades segundo o ENADE, lamentável ver que o ensino particular está tão, tão, tão.... longe do ensino público. Pois o que vemos agora é todo mundo caindo de boca nestas oportunidades que só fazem vestibular para constar.

Então a provocação começa. Segue abaixo a briga entre um estudante de UFBA (Faculdade Federal Da Bahia) e outro da FTC (Particular) que recebi.

Era para ser uma "brincadeira" com a propaganda da Mastercard, mas acabou virando provocação. Quem começou foi um aluno da FTC que saiu com essa:

Estudar na UNIME: R$ 700,00
Estudar na FACET: R$ 757,00
Estudar na Ruy Barbosa: R$ 800,00
Estudar na UNIFACS: R$ 750,00
Estudar na JORGE AMADO: R$ 800,00
Estudar na UCSAL: R$ 640,00
Estudar na FTC: R$ 700,00
Estudar na CAIRU: R$ 450,00

Estudar na UFBA. . . Não tem preço! ! !

Mas também... Não tem aula. . . Não tem professores. . . Não tem giz, carteira, material didático. . Não tem festa boa. . Não tem gente bonita. . . . . . e no verão , não tem férias ! ! !Existem coisas que o dinheiro não compra: desorganização, preguiça, etc... Para todas as outras, existe o Mastercard.

RESPOSTA DE UM ALUNO DA FEDERAL

Estudar em uma Federal realmente não tem preço ! ! !
E também:
1. Não tem semi-analfabeto
2. Não tem reitor mercenário
3. Não tem (muito) filhinho de papai
4. Não tem encheção de saco do papai nem da mamãe - eles não pagam sua faculdade, então não podem falar nada.
5. Não tem shopping, manicure, salão de beleza . . .
6. Não tem monitor metido a professor
7. Não fingimos que temos prova, nem fingimos que somos avaliados
8. Não tem provas com média 5.0 para passar
9. Nem o esquema "ppp" (papai pagou passou!)
10. Tem ensino de qualidade, pesquisa e extensão (os cursos particulares sabem o que é isso ? )11. Temos melhores conceitos no provão e no ENADE

Contra resposta do aluno da FTC:

1. Caro amigo maconheiro, parabéns pelas suas justificativas (ponto pra você).
2. O fato de pagar a faculdade é problema para os quebrados, não para mim! (ponto pra mim)3. Nas federais tem ensino de qualidade, pesquisa e extensão (ponto pra você).
4. Na minha faculdade alguns dos melhores professores das federais, todos doutores, foram contratados para ganhar 3 a 4 vezes e, por isso, ministram as aulas com mais tranqüilidade e empenho, pois não têm que se descabelar com as dívidas e o cheque especial no vermelho! ! ! (ponto pra mim)
5. Eu estudo numa sala que tem cadeiras acolchoadas, ar condicionado, canhão de luz com telão, retroprojetores, datas-show, quadro branco e espaço para todos que, na maioria, usam bom desodorante! ! ! (ponto pra mim).
6. Você provavelmente senta naquelas cadeiras todas detonadas, quando tem, pichadas com ‘liquid paper’, que a minha avó usou. Sem contar o quadro de giz e o ventilador espalhando cal pela sala. (ponto pra mim)
7. E outra coisa: Na minha faculdade, nós entramos estudantes e saímos como estudantes. Nas federais, na maioria das vezes, entra-se estudante e sai punk, maconheiro, nerd, rasta, canhão, doidão, pé sujo, metaleiro e quase sempre petista! ! ! (ponto pra mim)
8. Por falar em sair: Quando é que você vai sair daí??? Tem alguma previsão? Amanhã pode ter mais greve e você vai ficar mais um ano sem férias. Ah... Férias. . . Férias. . Férias! ! !
09. Você não tem mais férias?

Bingo! ! Como diz o velho ditado: "O barato sai caro!"

...

Quem ganhou esta discussão deixo para você analisar.

>(

Viva o Sexo Oral !!!

Não consigo entender homem que não gosta de fazer sexo oral na mulher. É um pouco como não gostar de pizza, sorvete ou de chocolate. Conversar bem de pertinho com uma xoxota (não me leve a mal, é um termo querido e carinhoso) da mulher amada é um desses prazeres absolutos, que deveriam pairar acima das diferenças de gosto individuais, entrar no currículo de todas as escolas de ensino médio, constar na Constituição dos países como um direito inalienável – e, ao mesmo tempo, um dever cívico – de qualquer cidadão que se dê ao respeito.
A única explicação que encontro para inapetência bucal de alguns homens – minhas condolências para o namorado ou marido que pertencem a essa estirpe – é que no fundo, eles não gostam de mulher. São homens que se dizem heterossexuais e românticos, mas não amam de verdade o delicado e poderoso universo feminino. São sujeitos metidos a machões que no fundo gostam mesmo é de pêlos, músculos e testosterona. Se fossem romanos, viveriam nas termas com seus colegas centuriões, caçoando das mulheres, cercados de jovens mancebos seminus.

Acredito que homens assim costumam considerar as mulheres seres inferiores. Têm nojo de vagina. Sentem asco das umidades, das reentrâncias, das texturas, das sensacionais fragrâncias do corpo feminino. E enxergam submissão no ato de colocar a boca na genitália alheia. Por isso adoram ganhar sexo oral, mas dariam um testículo para não retribuir de jeito algum. E não raro fazem questão de ganhar o seu em pé, obrigando a mulher a se prostrar de joelhos à sua frente. Gozam mais com essa falsa sensação de poder e dominação do que com qualquer outra coisa. Um desbalanço, uma injustiça e um contra-senso contra os quais esta coluna se insurge indignamente. Eu sei, muitas mulheres, mesmo as modernas e independentes, ainda nãos e sentem completamente à vontade na hora de receber esse carinho. Aliás, de tão tensas, apreensivas e constrangidas, mal conseguem relaxar, curtir e sentir prazer. É o seu caso? Vamos lá... Você tem muito a ganhar perdendo a vergonha, sabia? Pare de achar que suas fendas, orifícios, curvas, retas e mucosas não são um bom lugar para um sujeito passear com sua língua. Eles são o paraíso!!!! Posso garantir isso a você.
Não há nada mais encantador e saboroso, para o homem que sabe o que quer, do que a vulva, o clitóris, os aromas hormonais, a greta rósea, os pelinhos perfumados e sedosos. Afundar os lábios, os nariz, o queixo, o rosto inteiro nesses desvãos e esconderijos é a expressão máxima da excitação masculina, da doce entrega de um homem aos mil prazeres que só uma mulher pode proporcionar. Poucas sensações no mundo são tão boas quanto baixar a calcinha da namorada, acredite. Sentir o cheiro quente e o toque macio daquelas carnes túrgidas e privadas, da intimidade alheia se abrindo inteira para você. Beijar com vagar e volúpia os pequenos e grandes lábios, carnudos, reluzentes, intumescidos. Lambuzar-se por inteiro nos líquidos cristalinos que só gineceu (órgão feminino das flores) pronto para acasalamento sabe produzir – e sorver o seu gosto ímpar, raro, inesquecível.

Sexo oral é sofisticação do paladar, iguaria gastronômica, refinamento do olfato e de todos os sentidos. Sexo oral é quitute, é biju, é bouquet, é comida fina – não pode ser um tabu. Sexo oral é coisa de quem sabe viver. De quem é feliz e gosta de fazer feliz. Sexo oral é bom de ganhar e muito melhor de fazer. O homem que não souber disso não merece o “chope” que bebe. E não merece você.

...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O EXORCISMO !!!

Sou patrimônio da humanidade
O que a igreja chama de pecado é experiência para mim.
Eu prefiro desconhecer os estigmas, os convencionalismos...
São armas guardadas na manga, somente.
Vou pelo instinto, pelo desejo, pelo frio no ventre...
Significado ou mera significância de meus atos privados, são só meus.
Nasci Ser - Humano, acho... E aceito a condição de carne-débil.
Mundano, corruptível... Frágil ao tempo.
Rebelde?
Não: verdadeiro...
Falsos moralistas que se remoam... Eu quero é beber do gôzo.
Ela me disse: “Você tem que ter alguém muito inteligente ao teu lado...
Não pessoas que finjam lapsos momentâneos e logo te aborreçam por não ter brilho...
Você não pode se deixar enganar por estas facetas...”

No momento mais ridículo que a vida me ofereceu
No pedaço do pão mofado de uma semana... Eu vi um regorjeio de virtudes.
Sim, costumo escrever coisas mais brandas.
Hoje é meu dia de fúria.
Sem emblemas, eufemismos ou contextos escondidos.
Este também sou eu.
Ator da vida também, cínico e irônico.

Desabafo.

...

Reencontro

Há muito tempo atrás perdi você, sem saber exatamente o que significavam perdas ou como elas poderiam repercutir em minha vida.
O tempo passou e me habituei com sua ausência, até mesmo pelo fato de que acreditava que determinadas perdas ou falta jamais se recuperariam, se resgatariam, se fariam novamente presentes como uma fênix que renasce inesperadamente daquilo que já não há mais vida, aparentemente, das cinzas, das lembranças de uma existência anterior.
Como em tudo que acreditamos sem solução, sua ausência era assunto esquecido, ou mesmo guardado em lugar secreto e com chave perdida, talvez como forma de tornar mais amena a dor dilacerante da saudade.
Seu semblante era assunto proibido, projeto inacabado, pois formado em época distante, quando ainda não havia entendimento dos papéis humanos em nossas vidas, onde a memória se recusa a mostrar aquilo que foi guardado, oprimido por falta de forças.
Agora, acredito estar novamente se formando diante dos meus olhos, se formatando em minha memória presente, atual como este momento de escrita, instigante, como um segredo a ser descoberto (ou seria redescoberto?), mas tênue, ainda, como uma linha a mais no horizonte inatingível dos sonhos.
Quero me aproximar de forma completa, sem restrições, sem medo de me mostrar e conhecer o outro, de maneira integral, não limitadas às já costumeiras precauções causadoras de tantos infortúnios, desesperos, arrependimentos e decepções.
Sinto-me à vontade a ponto de te falar os maiores absurdos, revelar as maiores angústias, compartilhar as melhores idéias, discorrer sobre os mais banais assuntos, alentar minha alma com as mais sórdidas confissões (loucura ou paradoxo?).
Porém, esta confiança causa-me medo, uma paúra inexplicável, angústia fadigante.
Seria a representação ou materialização do pavor de uma nova perda?
Seria este reencontro uma obra do acaso ou de um destino inevitável?
O que fazer com esta oportunidade? Entregar-me sem as barreiras impostas pela razão ou esquivar-me com o escudo do sentimento do medo?
Quero me mostrar forte para te (re)conquistar, mas me sinto frágil pelo envolvimento que me causa.
Desejo ardentemente me deixar levar pela corrente sem saber de antemão sua próxima parada, onde vamos aportar, mas o leme insiste em voltar e direcionar minhas mãos ao primeiro abrigo.
Que faço eu com todo o sentimento somente para ti guardado?
Que faço eu se vejo em ti meu melhor amigo, meu mais fiel companheiro, meu inquebrantável guardador de minhas profanas confissões?
Não tenho a resposta de imediato, mas tomo a decisão de expressar, externar, contrapor qualquer que seja o sentimento de recuo.
Então, sou seu amigo. Esta é a única verdade que para o momento posso defender sem atenuar as palavras.
Esteja comigo nesta amizade, pois é nela que deposito toda a crença de que amar vale, e sempre valerá, a pena e o investimento.

...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Minha Doce Criança!!!

Hoje foi um dia triste onde perdi para o 'mundo maior' um de meus maiores amores nesta vida.
E sem agora uma inspiração completa e sem rimas também, deixo aqui apenas uma canção...
Em sua memória, pelo menos na minha memória:

Ela tem um sorriso que me faz lembrar dos meus tempos de infância.
De quando tudo tinha o frescor de um céu azul e brilhante.
Agora então, quando lembro de seu rosto...
Ele me leva para aquele lugar especial, que se eu olhasse muito...
Provavelmente perderia o controle e choraria.

Oh, Minha doce criança!!!
Oh,Meu doce amor!!!
Ela tinha olhos do mel mais doce e celestial.
Como se eles pensassem na doçura de uma manhã de chuva.
Eu nunca pude ver, sinceramente, um traço de dor.
Seus cabelos me lembram um lugar quente e seguro
Onde quando eu era criança me escondia.
E rezava para que o trovão e a chuva calmamente passassem por mim.

Oh, minha doce criança!!
Oh, meu doce amor... Para onde vamos?
Para onde vamos agora?
Para onde vamos?
Para onde vamos agora, doce criança?
Para onde?
Onde?

Doce.

...

sábado, 2 de agosto de 2008

Sobre estar Sozinho

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é Parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso - o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.

As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.

Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

>)